Módulo 3

Desenho Universal da Aprendizagem

Semanas 6 e 7 – de 5 maio a 18 maio 2014
 

O terceiro módulo tem como finalidade abordar quadros de referência para o planeamento da aprendizagem, em particular os princípios e estratégias do desenho universal da aprendizagem. Texto introdutório - ler
 

Recursos módulo 3

  1. Apresentação (Prezi)
  2. Princípios desenho universal da aprendizagem
  3. Checklist desenho universal da aprendizagem
  4. Desenho Universal da Aprendizagem, princípios orientadores
  5. Teoria das Inteligências Múltiplas (Howard Gardner)
  6. Questionário VARK (versão traduzida BR)
  7. Webquest (screencast)
  8. Instrumentos de planificação unidades de aprendizagem de LD Grid (mapa de curso (.docx), perfil/tipologia de actividade (xls), mapa de curso (.xls), plano de unidade de aprendizagem, planificação de aula (lesson builder CAST), pedagogical pattern colector )

 

Recursos adicionais em agregadores

  1. Pinterest (Desenho Universal – UDL)
  2. Pinterest (Teorias e práticas centradas no aluno)

 

Atividades comuns

  1. Ler e explorar os recursos.
  2. Publicar, pelo menos, um comentário individual sobre a temática deste módulo no espaço de comentários desta página.
Questão para estimular a discussão: Que reflexões faria sobre a sua experiência como aluno(a)/estudante na forma como foi ensinado e aprendeu? Que abordagem pedagógica  predominou – uma uniformização para todos ou uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um?


     3. Responder ao questionário VARK. Comentar os resultados obtidos.


Atividade individual ou de grupo (obrigatória para efeitos de certificação)

Escolha uma das seguintes alternativas de atividades que poderá realizar individualmente ou em grupo:
  1. Explore o modelo de planeamento de unidades de aprendizagem de acordo com os princípios de desenho universal na aprendizagem no website CAST/UDLCenter. Baseado num destes exemplos, crie um plano de aula, no Lesson Builder (pode utilizar o instrumento traduzido) ou utilize qualquer outro instrumento de planificação indicado nos recursos. Disponibilize o endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  2. Utilize a metodologia de webquest e planifique uma atividade pedagógica no contexto da sua prática lectiva (utilize o Zunal ou qualquer outra ferramenta que se adeque). Disponibilize o URL na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  3. Selecione um dos vídeos no Pinterest sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas, pesquise informação na Internet sobre esta teoria e relacione com o perfil de alunos com que lida na sua atividade letiva, ou com o seu próprio perfil de aprendizagem, ou com o perfil de uma pessoa com alguma particularidade interessante que conheça. Disponibilize o URL na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
    1. Exemplos de planificação de unidades de aprendizagem e de atividades

Dúvidas

Verifique em primeiro lugar, se a sua dúvida não está respondida nas FAQ que se encontram em «Ajuda».
Cada módulo incluirá uma área de comentários, no final da página, onde deverão ser colocadas mensagens e contributos para a discussão do tema do módulo.
Dúvidas específicas sobre as atividades serão respondidas na área de registo da atividade 3, em «Está a acontecer».


Contactos dos facilitadores

Ida Brandão
Paulo Gomes Nunes
Sílvia Santinho Canha 

227 comentários:

«O mais antigo   ‹Mais antiga   201 – 227 de 227
Helena Fonseca disse...

Questionário VARK
Quanto à forma como aprendi, ao fazer o questionário VARK constatei que de adapto facilmente a diferentes estilos de ensino-aprendizagem, no entanto, tendo uma preferência pessoal por aqueles que se baseiam na construção do próprio conhecimento (construtivistas) ou os que têm por base o método científico. Como tal tendo aplicá-los enquanto docente, no meu dia-a-dia.
Na resposta ao questionário VARK, sobre estilos de aprendizagem descobri que tenho uma preferência multimodal. Os meus resultados foram os seguintes:
Visual: 11
Aural: 8
Ler/Escrever: 6
Cinestésica: 10
Pela descrição, encaixo uma preferência de estratégias de estudo comum a cerca de 60% da população. Prefiro estratégias múltiplas e variadas, tendo uma preferência pelas visuais e cinestésicas (as mais pontuadas) –estilo VK. A vantagem de ser multimodal é que sou versátil na adaptação a diferentes modos de ensino. Necessito de mais do que uma estratégia para comunicar e aprender de forma eficaz. Como assinalei mais de 30 respostas no questionário, pertenço a um grupo de pessoas que tende a utilizar uma combinação de preferências de forma a perceber melhor e a ser bem entendido quando comunica.

Celina Gonçalves disse...

Ser professor, hoje em dia, implica uma enorme criatividade.
Tendo em conta os alunos que encontramos nas escolas, é necessário "procurar" as suas áreas de interesse e tentar transporta-las para a sala de aula de forma a termos uma escola competitiva e motivadora.
Os nossos alunos "não se contentam" com pouco e o quadro e giz já nada lhes diz.
Cabe ao professor ir mais longe de forma a conseguir que todos os seus alunos também o façam.

Lígia Neto disse...

Em relação à Temática deste módulo, o Desenho Universal de Aprendizagem assume-se como instrumento privilegiado para a concretização da promoção da inclusão social. Considero muito relevante conhecer os interesses dos alunos e as competências que revelam. Estas são diferentes em cada indivíduo, por isso é importante na sala de aula, dar a compreender que aprendem de forma diferente e em momentos diferentes.
Existem vários tipos de inteligências, o aluno pode sentir que é perfeitamente normal gostar de determinadas áreas do saber e sentir mais dificuldades em outras.

Lígia Neto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ernestina Gonçalves disse...

Os resultados do questionário VARK
A minha pontuação foi:
• Visual: 1
• Oral: 5
• Leitura / Gravação: 1
• Cinestésico: 9
Parece que tenho uma forte preferência pela aprendizagem cinestésica.
Devo usar as seguintes helpsheets para estratégias de estudo que se aplicam a minha preferência de aprendizagem.

Ernestina Gonçalves disse...

Pretendemos com o Desenho Universal para a Aprendizagem, construir Currículos que promovam a igualdades de oportunidades, sugerindo metas flexíveis, adaptadas às necessidades reais e específicas de cada aluno.
Levar os alunos à descoberta de diferentes realidades de vida e com isso proporcionar conhecimento e aprendizagem.

Bruno Marçal disse...

Considero que este modulo é particularmente interessante e relevante para quem está diretamente ligado a processos educativos ou de formação profissional pois salienta de uma forma muito eficaz a necessidade de se desenvolverem inúmeras estratégias de ensino/aprendizagem assentes no principio de que cada aluno é verdadeiramente único e que é necessário chegar a todos eles valorizando as suas principais características e potencialidades.

A Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner é um exemplo desta linha de pensamento e atuação visando uma observação mais holística do individuo que deve ser orientado para a construção de processos de aprendizagem que o valorizem.

Também neste domínio o conceito de Desenho Universal de Aprendizagem assume um papel de destaque pois impera a necessidade de oferecer múltiplos meios de representação do conhecimento fazendo com que este chegue verdadeiramente a todos.

Este desafio é particularmente interessante quando pensamos na diversidade de realidades que existem em contexto de sala de aula independentemente do ciclo de estudos a que nos estamos a referir e o ensino superior não é exceção.

Eduardo Silva disse...

Sua pontuação foram:

Visual: 7
Aural: 13
Leitura / Gravação: 10
Cinestésico: 14

Você tem um multimodal (VARK) preferência de aprendizagem.

Identifico-me na perfeição com esta a avaliação

Mª Fátima Fernandes disse...

Olá!
Através do questionário descobri que o meu caminho de aprendizagem é o cinestésico, tendo obtido os seguintes resultados:
Visual: 2
Aural: 4
Leitura / Gravação: 3
Cinestésico: 11
Concordo com estes resultados pois eu centro minhas experiências nas demonstrações físicas, tendo muita necessidade de tocar no meu ouvinte. Processo melhor a informação através do movimento e do toque, aprendo melhor movimentando-me, tocando ou experimentando.


Eduardo Silva disse...

Bom dia,

Embora a memória me atraiçoe muitas vezes, relembro o meu tempo de escola, e quem é da minha geração não deverá fugir muito a esta realidade, onde as metodologias de ensino eram direcionadas da mesma forma para todos os alunos, se bem que, a disposição dos mesmos na sala de aula tinha uma certa estratégia, isto e, os repetentes e os mais velhos eram colocados nos lugares do fundo, para que se pudesse canalizar a atenção para os alunos mais novos e mais "espertos". Não havia, uma distinção ou preocupação, talvez porque não havia sensibilidade, para as questões das necessidades educativas especiais.

Eduardo Silva disse...

Bom dia,

Embora a memória me atraiçoe muitas vezes, relembro o meu tempo de escola, e quem é da minha geração não deverá fugir muito a esta realidade, onde as metodologias de ensino eram direcionadas da mesma forma para todos os alunos, se bem que, a disposição dos mesmos na sala de aula tinha uma certa estratégia, isto e, os repetentes e os mais velhos eram colocados nos lugares do fundo, para que se pudesse canalizar a atenção para os alunos mais novos e mais "espertos". Não havia, uma distinção ou preocupação, talvez porque não havia sensibilidade, para as questões das necessidades educativas especiais.

Cláudia Rosado e Silva disse...

Boa tarde,
Os recursos utilizados tradicionalmente no ensino estão tão incutidos nos nossos currículo que nós raramente os questionamos. Os recursos devem ser utilizados de acordo com a situação e com o perfil do alunos. Infelizmente, no meu tempo de aluna os recursos utilizados eram os mais convenientes. Felizmente assiste-se a uma alteração de paradigma e caminha-se para uma educação inclusiva onde o aluno é o núcleo do processo de aprendizagem.

Cláudia Rosado e Silva disse...

Boa tarde,
Os recursos utilizados tradicionalmente no ensino estão tão incutidos nos nossos currículo que nós raramente os questionamos. Os recursos devem ser utilizados de acordo com a situação e com o perfil do alunos. Infelizmente, no meu tempo de aluna os recursos utilizados eram os mais convenientes. Felizmente assiste-se a uma alteração de paradigma e caminha-se para uma educação inclusiva onde o aluno é o núcleo do processo de aprendizagem.

Cláudia Rosado e Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sofia Oliveira disse...

Olá, boa tarde!
Atendendo às características do desenho universal de aprendizagem e em torno dos seus três princípios nucleares, posso dizer que, como aluna, os meus professores não “forneciam a informação em múltiplos formatos” e as aulas eram tendencialmente expositivas e com pouca interação. O manual era o principal recurso. O ensino não fornecia “meios múltiplos para a atividade e expressão”, pois não tínhamos contacto com os meios tecnológicos. As aulas eram centradas no professor, transmissor de conhecimentos e da parte dos alunos era expectável que tivessem uma postura passiva no processo de aprendizagem.
As práticas dos professores tendiam a ser homogéneas independentemente do perfil dos alunos que tinham à sua frente. Ainda bem que a educação evoluiu e, neste momento, já se atende às diferenças de cada aluno.

Celina Gonçalves disse...

Boa noite

Respondi ao questionário VARK e achei bastante interessante e divertido. Os meus resultados foram os seguintes:

•Visual: 4
•Aural: 4
•Read/Write: 6
•Kinesthetic: 2

You have a mild Read/Write learning preference.

Assim, se bem entendi, tenho uma ligeira preferência, quando estou a aprender algo novo, pela leitura/escrita. Tomo melhor consciência da realidade através da leitura/escrita de informações e/ou instruções.
A melhor forma de eu aprender é lendo, por exemplo, um manual de instruções. O curioso é que, depois deste teste e pensando bem, é verdade. Até quando compro algo novo vou de imediato ler o manual de instruções ou leio todas as instruções que aparecem na caixa.
Achei este teste muito divertido e recomendo-o.

Cláudia Rosado e Silva disse...

Sua pontuação foram:

Visual: 2
Aural: 9
Leitura / Gravação: 3
Cinestésico: 8

Você tem um multimodal (AK) preferência de aprendizagem.

Use as seguintes helpsheets para estratégias de estudo que se aplicam às suas preferências de aprendizagem:

multimodal
aural
cinestésica

Não podia concordar mais!

Frederico Lima disse...

A minha experiência enquanto aluno
Nasci no ano de nascimento da TV em Portugal, estudei nos quatros primeiros anos numa escola de lugar único, com mais de 40 alunos, ensinado por uma Regente Escolar, e só em 1967 a aldeia viu os dois primeiros televisores para acompanharem a primeira visita de um Papa, Paulo VI, ao Santuário de Fátima. O contexto escolar de então era muito diferente! Na escola primária e nos estudos posteriores precisava de trabalhar por mim, seja porque a professora tinhas “as 4 classes”, seja, mais tarde, porque nenhum familiar me podia ajudar nos estudos. Eu fui, com muito esforço dos meus pais, o primeiro da família a “continuar a estudar” e fiz parte de um grupo de, apenas, cinco colegas que prosseguiram estudos. Creio ter desenvolvido autonomia e criado as minhas rotinas e as minhas estratégias de estudo. Na escola primária, lembro-me bem de um colega com epilepsia que, quando a voltagem aumentava, colocava a D. Florinda toda atrapalhada e a nós quietos “que nem sargentos”, esperando que o Tero (Antero) retomasse para o acarinharmos! O trólei era uma saca feita de sarja azul que transportava os manuais da editora Educação Nacional (?), aprendi a escrever o abecedário em caderno de duas linhas e o Magalhães era uma lousa e um lápis de pedra. Aprendi “de carreirinha” todos os rios, linhas férreas, serras, da “Metrópole”, do “Ultramar” e “Ilhas Adjacentes” e, mais tarde, o mesmo com a Geografia Humana e Física dos diferentes Continentes; o mesmo com a História, com as Ciências e com a Botânica. Hoje, orgulho-me da cultura geral adquirida na minha adolescência e juventude. Os alunos eram os primeiros a entrar na sala, aguardo, de pé, a chegada dos professores e só a uma ordem dele nós nos sentávamos. No liceu, todas as semanas havia «chamadas». Delas, não guardo muito boa memória; as declinações em latim eram um suplício!
As metodologias de ensino eram essencialmente expositivas, apelando, sobretudo, a comportamentos mais passivos. Os professores eram os detentores do saber, do conhecimento —e eram-no, de facto! Os manuais eram o recurso único e, que me lembre, não se usavam outras tecnologias. A avaliação era feita com provas a nível da escola e com exames finais (a nível concelhio, na escola primária e, com exames nacionais, nos liceus distritais).
Se existissem pessoas com dificuldades intelectuais e/ou desenvolvimentais relacionadas essas permaneciam nas famílias; não tinham lugar na escola, nem existiam, ainda, instituições para as acolher.

Frederico Lima disse...

Comentário sobre Questionário VARK

Preenchi, on-line, o Questionário VARK. Os resultados obtidos foram os seguintes:
• Visual: 4
• Auditivo: 1
• Escrita/Leitura: 10
• Cinestésico: 2
Os resultados correspondem, na verdade, ao meu estilo de aprender. Prefiro ler e escrever. Mesmo quando pesquiso na web, prefiro sites onde as informações apareçam em texto, com listagens. A maioria dos documentos que retiro são PDF. Tenho por hábito fazer anotações nos textos que leio, usando símbolos, frases, sinais de pontuação, etc.
Para potenciar a minha aprendizagem, deverei, então, recorrer a  listagens,  cabeçalhos,  dicionários,  glossários,  definições,  fichas/folhetos,  livros didáticos,  leituras,  bibliotecas, anotações,  ensaios e  manuais.
As minhas anotações devem ser ampliadas e lidas e relidas várias vezes. Preciso reescrever por outras palavras ideias e princípios e converter em palavras tudo o que seja esquemas e gráficos.
Espero que os resultados me permitam rentabilizar mais e melhor o meu estilo de aprendizagem e, se possível, ir experimentando outras vertentes que, eventualmente, possam vir a revelar-se mais profícuas.

Helena Taveira Gonçalves disse...

Boa tarde, Após a realização do questionário VARK, fiquei a saber que faço parte da categoria “multymodal”.
Para que existam bons resultados é fundamental conhecer os interesses dos alunos e as competências que revelam. Utilizar estratégias práticas, motivantes, elucidativas e de encontro ás suas preferências e interesses é meio caminho para o sucesso.

Deniss disse...

Boa noite.

O resultado do questionário VARK que realizei foi o seguinte:


Visual: 11
Aural:8
Read/Write:6
Kinesthetic:6

You have a multimodal (VARK) learning preference.

Comentário aos resultados do teste VARK:

De acordo com o resultado do questionário o meu modo preferencial de aprendizagem é multimodal, utilizo diferentes estilos de aprendizagem simultaneamente. No entanto, verifico que o estilo de aprendizagem visual e auditivo tem maior predominância do que o de leitura/escrita e o cinestésico. O resultado nao me surpreendeu, uma vez que, ao longo do meu percurso académico fui testando diferentes estilos de aprendizagem. Os esquemas, as tabelas, as imagens permitiam a organização, interiorização e memorização de grandes volumes de informação. A oralidade aplicada a componente visual permitia a rápida compreensão da matéria, sendo que a escrita era utilizada para testar os conhecimentos adquiridos.

Deniss disse...

Boa noite,

Envio o link do trabalho realizado:

http://eportefoliodedenisesantos.wordpress.com/modulo-3/

Cláudia Rosado e Silva disse...

Boa noite,

Embora já tenha publicado o resultado do meu questionário Vask segue também o link para o meu e-portefolio | Resultado Vask http://claudiarosadosilva.wix.com/-e-portefolio#!vask/c15ex

Deniss disse...

Enquanto aluna experienciei uma abordagem pedagógica centrada no ensino tradicional, que se traduzia essencialmente pela utilização do método expositivo pelo professor. Os alunos na maioria das vezes não eram incentivados a intervir nas aulas, transformando-se em meros receptores, passivos. As diferenças de cada aluno eram ignoradas, desvalorizando assim o seu desenvolvimento cognitivo. Havia a pressão para que os currículos fossem cumpridos com rigor, independentemente dos alunos estarem ou não a acompanhar as matérias. Para que o currículo fosse cumprido não havia tempo para voltar atrás e certificar que todos tinham concretizado com sucesso o processo de aprendizagem.
Na universidade verifiquei algumas alterações, foi desde logo incutida a autonomia do aluno pela busca de informação, esclarecimento, questionamento, desenvolvimento do sentido crítico, levando a que desenvolvêssemos um papel mais activo. O professor era o mediador do processo de aprendizagem. No entanto, em algumas cadeiras o método de ensino expositivo e a memorização ainda tinham um peso muito elevado.
Na realidade ainda estamos muito longe do que é preconizado pelos princípios do Desenho Universal de Aprendizagem e pela Teoria das Aprendizagens Múltiplas de Gardner. Segundo os princípios do Desenho Universal de Aprendizagem: é necessário oferecer múltiplos meios de representação através da apresentação dos conteúdos em diferentes e múltiplos media, abordagem pessoal às actividades de aprendizagem do aluno e criação de condições para que ele se envolva e mantenha o interesse. Seguindo a teoria de Gardner sobre as inteligências múltiplas, o professor passa a ser um mediador que ajuda os alunos a perceberem quais os principais tipos de inteligência de cada um e a elaborar estratégias para que se desenvolva o processo de aprendizagem com sucesso.

Helena Taveira Gonçalves disse...

Desconhecia o questionário VARK, foi a 1ª vez que o preenchi e realmente achei muito interessante uma vez que foi de encontro ao meu perfil/personalidade.
VARK é um acrónimo para as quatro grandes categorias de preferências (visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésica) a minha forma de aprender é “multymodal”, para mim é fundamental associar interação e comunicação para obter resultados mais positivos na aprendizagem e conhecimento. Na minha profissão tento usar metodologias de ensino que visem a interação de todas as categorias do VARK.

Gracinda Cadilhe disse...

Questionário VARK:

Quanto à forma como aprendi, ao fazer o questionário VARK constatei que no meu estilo de ensino-aprendizagem, predomina a audição na aquisição de conceitos. No entanto verifico que ao longo da minha vida, predomina um interesse crescente pela aprendizagem através da visualização e audição. Verifico também que a minha aprendizagem é mais rica quando pratico e partilho experiências.

Visual: 5
Aural: 11
Ler/Escrever: 6
Cinestésica: 3

Gracinda Cadilhe disse...

Aprendi maioritariamente na escola, através de professores que utilizavam métodos de ensino baseados sobretudo na transmissão de conteúdos. As aulas demasiado expositivas nas disciplinas teóricas, em que o professor recorria aos manuais para lecionar as matérias, levava a um esforço adicional do ponto de vista da concentração e da memorização. Não me apercebi que os professores praticassem a diferenciação pedagógica nem que houvesse um atendimento especial a alunos com défice de atenção ou com capacidades excecionais de aprendizagem. Aliás nunca me apercebi que existissem nas escolas, enquanto estudante, alunos com necessidades educativas especiais com alguma patologia associada. Não existia também a preocupação com a utilização de instrumentos pedagógicos diferenciados e motivadores bem como não havia a preocupação com a inteligência emocional dos alunos.
Enquanto docente da educação especial há vinte anos, tenho me apercebido das mudanças que se têm operado neste sector... de facto muito se tem feito para incluir estes alunos. O DL3/2008 veio adequar com mais eficácia a sua integração sob o ponto de vista legal. Contudo ainda se verificam falhas no sistema educativo de apoio a estes alunos, falta de professores especializados, recursos materiais adequados e saídas profissionais ajustadas aos perfis de funcionalidade dos alunos.

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